Publicado em: 10/01/2026
A notícia que ninguém queria dar, nem receber, silenciou as redes sociais na tarde deste sábado. Isabel Veloso, a jovem influenciadora digital que tocou milhões com sua luta e fé contra um câncer incurável, morreu aos 19 anos em Curitiba. A batalha de Isabel, acompanhada por mais de 5 milhões de seguidores, terminou no Hospital Erasto Gaertner, após uma internação na UTI que se tornou o centro de uma grave acusação por parte de seu pai.
A perda de Isabel não é apenas a despedida de uma voz inspiradora; é também a abertura de um debate doloroso sobre a responsabilidade médica em casos terminais.
Isabel Veloso faleceu em decorrância de um Linfoma de Hodgkin em estágio terminal, doença com a qual convivia desde os 15 anos. Apesar do diagnóstico cruel e das metástases que já haviam comprometido diversos órgãos, Isabel manteve um otimismo contagiante, compartilhando sua rotina, tratamentos e, principalmente, sua fé inabalável.
Seu último post, há dois dias, falava sobre "gratidão e paz", sem indicar a iminência de um desfecho tão rápido. A comoção é enorme, com milhares de mensagens de luto e homenagens de anônimos e famosos.
Minutos após a confirmação da morte de Isabel, Joelson Veloso, seu pai, publicou um desabafo no Instagram que jogou uma densa nuvem de suspeita sobre os últimos dias da jovem. A postagem, que viralizou rapidamente, acusa o Hospital Erasto Gaertner de negligência.
"Como pai da Isabel, venho expressar minha profunda preocupação com a condução do tratamento na UTI do Hospital Erasto Gaertner de Curitiba. Apesar de todo esforço da equipe de cuidados intensivos, sentimos ausência de um acompanhamento mais atento por parte da hematologia, especialmente diante de um quadro tão delicado e instável"
A nota de Joelson continua: "Acreditamos que uma avaliação mais proativa e direcionada da equipe de hematologia poderia ter identificado e mitigado alguns riscos, oferecendo um suporte mais robusto em um momento tão crítico. É fundamental que, em situações de alta complexidade, haja uma integração total e uma presença constante de todos os especialistas envolvidos."
Isabel Veloso estava internada há uma semana na UTI, após uma piora súbita em seu quadro. Segundo relatos de familiares e posts da própria Isabel, a complicação envolvia uma dificuldade respiratória progressiva e um desequilíbrio metabólico.
O pai, Joelson, já havia expressado, em mensagens privadas com amigos próximos, uma angústia crescente com o que ele percebia como uma lacuna no cuidado especializado. A equipe de hematologia é crucial em casos de linfoma, pois é responsável por gerenciar as complexidades do sangue e medula óssea, que são profundamente afetadas pela doença e pelos tratamentos.
Procurado pela nossa redação, o Hospital Erasto Gaertner de Curitiba, através de sua assessoria de imprensa, emitiu uma nota de pesar pela morte de Isabel Veloso, mas não se manifestou diretamente sobre as acusações de negligência. A instituição afirmou que "preza pela excelência no atendimento e que todos os protocolos foram seguidos" e que "está à disposição para quaisquer esclarecimentos às autoridades competentes".
A morte de Isabel Veloso é um lembrete doloroso da fragilidade da vida, mas a denúncia de seu pai coloca em pauta a eterna questão da humanização e da excelência no tratamento de pacientes terminais. Enquanto milhões lamentam a partida da jovem que ensinou tanto sobre resiliência e fé, a família busca respostas e, talvez, justiça.
O Page News acompanhará de perto os desdobramentos dessa história que, infelizmente, termina com luto, mas abre espaço para a reflexão sobre a responsabilidade de quem cuida.