Gasolina a R$ 8,00? O Impacto do Ataque na Economia de Fortaleza - Pagenews

Gasolina a R$ 8,00? O Impacto do Ataque na Economia de Fortaleza

Publicado em: 03/01/2026

Gasolina a R$ 8,00? O Impacto do Ataque na Economia de Fortaleza
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Por:  Redação Page News 


O fortalezense acordou com uma dúvida que dói no bolso: o que a guerra na Venezuela tem a ver com o preço da passagem de ônibus ou com a feira no Mercado Central? A resposta curta é: tudo. O ataque dos EUA a Caracas gerou um "curto-circuito" no mercado de petróleo que já começou a ser sentido nos postos de combustíveis da Grande Fortaleza neste sábado.


O "Efeito Gangorra" no Preço do Barril


A Venezuela detém as maiores reservas de petróleo do mundo. Embora a produção estivesse em declínio, o país ainda injetava cerca de 500 mil a 700 mil barris por dia no mercado. Com o ataque aéreo e a interrupção das refinarias venezuelanas, o preço do barril tipo Brent — que regula os preços da Petrobras — disparou 3,5% nas primeiras horas da manhã.


O impacto em Fortaleza:




  • Combustíveis: Especialistas preveem que o repasse nas bombas cearenses pode ser imediato. Se o dólar continuar subindo devido à instabilidade na América Latina, a gasolina comum em Fortaleza, que fechou dezembro com média de R$ 6,16, pode encostar nos R$ 7,50 ou até R$ 8,00 até o fim da próxima semana.




  • Logística e Alimentos: O Ceará importa grande parte de seus insumos por via rodoviária. O aumento do diesel (previsto em +R$ 0,50 por litro) encarece o frete de frutas e verduras que vêm da Serra da Ibiapaba e do Cariri, gerando inflação direta na mesa do consumidor.




Aposta no Refino e no Porto do Pecém


Nem tudo é pessimismo. Economistas locais apontam que a instabilidade pode acelerar investimentos no Hub de Hidrogênio Verde e no refino local. "Se a Venezuela sair do jogo por alguns meses, o Brasil precisará aumentar sua produção interna para compensar a oferta regional, o que coloca o Porto do Pecém em uma posição estratégica de exportação", afirma um analista do Ipece.


No entanto, o risco imediato é a volatilidade. Para o motorista de aplicativo em Fortaleza, a ordem do dia é uma só: cautela e tanque cheio antes que o próximo reajuste chegue às bombas.

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