O Fim de uma Era: Os Bastidores do Ataque que Capturou Maduro e a Divisão de Narrativas - Pagenews

O Fim de uma Era: Os Bastidores do Ataque que Capturou Maduro e a Divisão de Narrativas

Publicado em: 03/01/2026

O Fim de uma Era: Os Bastidores do Ataque que Capturou Maduro e a Divisão de Narrativas
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Por:  Redação Page News


Fortaleza Sábado, 3 de janeiro de 2026


O que parecia um roteiro de Hollywood tornou-se a realidade geopolítica da América Latina na madrugada deste sábado. Às 3h (horário de Brasília), a "Operação Liberdade" — como vem sendo chamada extraoficialmente — desmantelou o núcleo de poder chavista em uma ação que durou exatos 90 minutos. Do Palácio de Miraflores ao Forte Tiuna, o estrondo das explosões não foi apenas de bombas, mas da queda de um regime que se arrastava por décadas.


Enquanto em Fortaleza o sol começava a aparecer e as famílias se preparavam para o primeiro final de semana do ano, em Caracas o cenário era de guerra e, logo em seguida, de uma festa que não se via há gerações.


A Anatomia do Ataque: Como a "Armada Massiva" Agiu


Detalhes revelados por fontes do Pentágono e agências internacionais indicam que a operação foi cirúrgica. Não houve uma invasão terrestre lenta; foi um "golpe de mão" executado pela elite das Forças Especiais dos EUA.




  • O Contingente: Cerca de 15 mil soldados já estavam posicionados na região do Caribe desde dezembro, mobilizados sob o pretexto de exercícios de combate ao narcotráfico.




  • O Braço de Ferro: A captura direta foi realizada pela Força Delta (unidade de elite do Exército) e pelo Comando Conjunto de Operações Especiais. Tropas de elite entraram em solo venezuelano sob a cobertura de um apagão cibernético que paralisou as comunicações militares do país.




  • O Poder Aéreo: Aeronaves de ataque AC-130, conhecidas como "canhoneiras voadoras", e drones de última geração realizaram bombardeios de precisão contra infraestruturas de defesa em Caracas, Miranda, Aragua e La Guaira. O objetivo era neutralizar a resposta da Guarda Nacional venezuelana.




  • A Extração: Testemunhas relataram voos rasantes de helicópteros pesados Chinook sobre o complexo onde Maduro se encontrava. Em menos de duas horas, o ex-presidente e sua esposa, Cilia Flores, foram retirados do país por via aérea. Atualmente, acredita-se que Maduro esteja a caminho de Nova York para enfrentar acusações de narcoterrorismo.






"Libertad!": A Explosão nas Ruas e o Choque no Brasil


Nas redes sociais, o mundo assistiu a uma avalanche de vídeos. Não eram apenas registros de guerra, mas de pessoas chorando ao verem os bustos de Hugo Chávez serem derrubados. Milhares de venezuelanos saíram às ruas em pijama, gritando e buzinando.


Por que a comemoração choca alguns brasileiros? No Brasil, a reação foi imediata e polarizada. O presidente Lula e líderes de partidos como PT e PCdoB classificaram o ato como "terrorismo de Estado" e uma "violação gravíssima da soberania". Para esses políticos, a intervenção dos EUA é um crime contra o direito internacional, motivado pelo interesse nas reservas de petróleo venezuelanas.


No entanto, para quem fugiu do regime, esse argumento soa vazio. Carlos Enrique, 29 anos, que vive em Fortaleza e trabalha como entregador, explica:



"Los políticos en Brasil hablan de soberanía porque sus hijos tienen comida. Mi soberanía fue robada cuando tuve que elegir entre mi país o mi vida. Hoy, por fin, siento que tengo un país de nuevo".


Tradução: "Os políticos no Brasil falam de soberania porque os filhos deles têm comida. Minha soberania foi roubada quando tive que escolher entre meu país ou minha vida. Hoje, finalmente, sinto que tenho um país de novo."





O Drama da Família Separada


A preocupação humanitária também ganha rostos. Andreína Silva, uma venezuelana que mora em Fortaleza há três anos e trabalha em um restaurante na Aldeota, passou a manhã em claro tentando contato com a irmã em Caracas.



"Yo estaba desesperada. Escuché de las bombas y pensé que todo iba a explotar. Pero mi hermana me llamó gritando: '¡Andreína, se lo llevaron! ¡Estamos libres!'. Ahora solo quiero que las fronteras se abran para poder abrazarla".


Tradução: "Eu estava desesperada. Ouvi sobre as bombas e pensei que tudo ia explodir. Mas minha irmã me ligou gritando: 'Andreína, levaram ele! Estamos livres!'. Agora só quero que as fronteiras se abram para poder abraçá-la."



O Que Vem Agora?


O governo venezuelano declarou estado de emergência e mobilizou o restante das tropas, mas há relatos de deserções em massa. No Brasil, o Itamaraty está em alerta máximo. O fechamento da fronteira em Roraima e a possibilidade de uma nova crise migratória ou de refugiados políticos colocam o governo brasileiro em uma posição delicada de mediador em um conflito que ele não pode controlar.


O fato é que 2026 começa com o redesenho do mapa político da América do Sul. A queda de Maduro não é apenas a prisão de um homem; é o teste final para as democracias da região.

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