ONU se Reúne sob Gritos de "Agressão" e a Sombra de uma Guerra Continental - Pagenews

ONU se Reúne sob Gritos de "Agressão" e a Sombra de uma Guerra Continental

Publicado em: 05/01/2026

ONU se Reúne sob Gritos de "Agressão" e a Sombra de uma Guerra Continental
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Segunda-feira, 5 de janeiro de 2026


O relógio diplomático parou. A sede das Nações Unidas, em Nova York, é hoje o epicentro de uma das reuniões mais tensas de sua história recente. A pedido urgente de Caracas — e com o apoio de peso de Moscou e Pequim — o Conselho de Segurança da ONU se reúne a portas fechadas para debater o que o governo remanescente da Venezuela classifica como uma “agressão criminosa, imperialista e ilegal” por parte dos Estados Unidos.


A captura de Nicolás Maduro em solo venezuelano, seguida pela divulgação de fotos do ex-líder algemado, transformou o debate diplomático em um barril de pólvora. Não se trata mais apenas de uma crise política interna; o que está em jogo hoje, na mesa redonda do Conselho, é a definição de soberania nacional no século XXI.


O Embate de Narrativas: O "Sequestro" vs. a "Libertação"


De um lado, o representante da Venezuela na ONU, visivelmente emocionado, apresentou um dossiê denunciando a violação do espaço aéreo e a "extração forçada" de um chefe de Estado eleito. A retórica é dura: fala-se em "pirataria internacional" e exige-se o retorno imediato de Maduro ao país.


Do outro lado, a embaixadora dos EUA na ONU, Linda Thomas-Greenfield, manteve um tom glacial. A defesa americana é pragmática: Maduro não teria sido alvo de um ataque político, mas de uma operação de cumprimento de mandado judicial internacional por narcoterrorismo.




  • A Posição da Rússia: O Kremlin já sinalizou que considera a ação um "precedente catastrófico" e ameaça com sanções retaliatórias.




  • A Posição da China: Pequim foca na estabilidade econômica, demonstrando preocupação com a interrupção do fluxo de petróleo e exigindo o respeito à integridade territorial.




Dados e Fatos: O Que Diz o Direito Internacional?


A reunião de hoje busca responder a uma pergunta jurídica complexa: Os EUA podem prender um presidente estrangeiro em seu próprio território?


Especialistas ouvidos pela redação do Page News apontam que, embora o direito internacional preveja imunidade para chefes de Estado, os EUA baseiam sua ação em convenções de combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas, alegando que o regime de Maduro havia perdido sua legitimidade soberana ao se tornar, em suas palavras, um "Estado mafioso".



























País Alinhamento na Reunião Argumento Principal
EUA Ação Legítima Cumprimento de mandados de justiça criminal (Narcoterrorismo).
Venezuela/Rússia Condenação Total Violação da soberania e sequestro de líder de Estado.
Brasil Preocupação Humana Defesa da solução diplomática e medo de conflito na fronteira.



O Mundo de Olho na "Supermax"


Enquanto os diplomatas trocam acusações em Nova York, o destino de Maduro já parece traçado pela justiça americana. Informações de bastidores indicam que ele será formalmente indiciado em um tribunal federal de Manhattan ainda esta noite.


A tensão na ONU reflete o medo de que este episódio seja o estopim para uma guerra civil na Venezuela ou, pior, um conflito regional que envolva as potências que apoiam o chavismo. Em Caracas, as ruas estão em um silêncio tenso, interrompido apenas pelos comboios militares que ainda patrulham as zonas estratégicas.


O Que Esperar das Próximas Horas?


Dificilmente o Conselho de Segurança chegará a um consenso — o poder de veto dos EUA, da Rússia e da China deve travar qualquer resolução definitiva. No entanto, o tom das declarações de hoje ditará se 2026 será o ano da reconstrução democrática da Venezuela ou o início de uma crise humanitária sem precedentes na América Latina.


A sessão continua sem previsão de término. 

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