Publicado em: 13/01/2026
Por: Redação Page News Internacional
Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
O relógio do juízo final geopolítico avançou alguns segundos nesta manhã. Em um pronunciamento incisivo direto do Salão Oval, o presidente Donald Trump anunciou o rompimento definitivo de qualquer canal de diálogo com a República Islâmica do Irã. A declaração não foi apenas diplomática, mas estratégica: Trump sinalizou que a paciência estratégica americana se esgotou e que "todas as opções, incluindo uma resposta cinética imediata, estão sobre a mesa".
O anúncio ocorre em um momento em que a inteligência ocidental aponta avanços críticos no programa de enriquecimento de urânio em Natanz, elevando o tom de um conflito que pode remodelar o Oriente Médio.
Diferente de seu mandato anterior, Trump agora opera em um cenário global muito mais fragmentado. O anúncio do fim do diálogo vem acompanhado de um ultimato.
O Motivo: O governo americano alega que o Irã forneceu tecnologia de drones e mísseis para grupos paramilitares que atacaram ativos dos EUA na região na última semana.
A Ameaça: Fontes do Pentágono indicam que alvos estratégicos — incluindo instalações de infraestrutura petrolífera e centros de pesquisa nuclear — já foram mapeados para um possível "ataque de precisão".
A notícia enviou ondas de choque instantâneas para as bolsas de valores. O mercado de energia, sempre sensível às tensões no Estreito de Ormuz (por onde passa 20% do petróleo mundial), reagiu de imediato.
Dados do Mercado (Jan/2026):
Brent: Registrou uma alta de 5,8% em apenas três horas após o discurso.
Ouro: O ativo de segurança subiu para níveis recordes, com investidores temendo uma escalada militar de larga escala.
Impacto no Brasil: No Ceará, o setor de logística e combustíveis já observa com cautela a flutuação do dólar, que tende a subir em momentos de instabilidade global.
Para o analista de risco político e cearense radicado em Washington, Ricardo Holanda, o momento é de tensão sem precedentes.
"Não é apenas retórica eleitoral. Trump está cercando o regime de Teerã economicamente e agora isolou o país diplomaticamente. O risco de um erro de cálculo que leve a um ataque direto nunca foi tão alto desde a década de 80", explica Ricardo ao Page News.
A tensão entre Washington e Teerã é histórica, mas o anúncio de hoje encerra um ciclo de tentativas de mediação feitas pela União Europeia e pela ONU ao longo de 2025. O Irã, por sua vez, respondeu via agência oficial afirmando que qualquer agressão terá uma "resposta esmagadora" contra bases americanas da região.